Literatura Infantil


Tatiana Belink é homenageada na Balada Literátia de SP

Na minha infância literária tardia - me apaixonei pela literatura infantil já perto dos 30 - eu conheci a Tatiana Belinky pelo seu livro "Limeriques". (Sabe o que é um "limerique"?) Acompanhei a produção de alguns limeriques pela minha filha e pela turminha dela da escola.

Na minha ignorância sobre quem era a Tatiana Belinky, eu criei dela uma imagem mental de jovem escritora, toda descolada e cheia de vida. Com todo aquele frescor, não deveria ter mais de 30 anos. Imaginem minha surpresa ao ver a primeira foto da autora.

Gente, ela era uma senhora (!). Foi quando entendi de verdade que a idade da gente não depende dos anos que vivemos. Ela mantém a graça e ainda vê graça nas coisas, com um olhar infantil. Sem ser pueril. Acho que taí o segredo da felicidade.

Hoje, daqui a pouquinho, ela participará de um evento que abre a 3º Balada Literária de São Paulo. Ela é a homenageada desta edição.

PS: Os limeriques (que ganahram status de substantivo) são utilizados por professores Brasil afora para ensinar os elementos da poesia. Separei alguns blogs que encontrei com a produção dos alunos.  

Para os professores que gostarem da dica, achei um texto da Editora Moderna sobre o ensino da poesia.

PS2: confiram essa entrevista, breve, mas elucidativa com Tatiana Belinky da Revista Nova Escola. A entrevista é parte de um belo Especial de Leitura, também disponível na Internet.



Escrito por Karina Yamamoto às 10h56
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Jabuti de Literatura Infantil

 

Imagem vinda do site da Editora Objetiva, que publicou "O Menino que Vendia Palavras".

Quem ganhou o prêmio de 2008 foi Ignácio de Loyola Brandão com o livro infantil "O Menino que Vendia Palavras".

Confesso que não conheço, mas vou atrás de conhecer.

 



Escrito por literaturainfantil às 00h01
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Isso é coisa de criança?


E por falar em leitura de imagem. Essa foi a primeira que me fez refletir sobre isso. Era época de vestibular.

Sabe quem é Magritte?



Escrito por literaturainfantil às 20h21
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E os que não lêem?

Leio, logo existo - acho que, hoje, saber "ler" é das competências das mais importantes. E hoje, "ler" significa interprestar dados e gráficos, compreender possíveis ironias do texto, compreender símbolos, entender as windows que surgem em nossa frente. E, vejo com satisfação, a maneira como o Enem tem empurrado para que essas competências sejam desenvolvidas. O exame entende a leitura de imagem como algo necessário.

Fico pensando nos milhares de analfabetos brasileiros. O número é assustador - um em dez brasileiros com mais de 15 anos não sabe ler.

Eu duvido (du-vi-do!) que qualquer criança que seja apresentada a literatura infantil de qualidade não se apaixone.

Por que ler?

Por que ler para as crianças?

 



Escrito por literaturainfantil às 20h17
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O saci de Monteiro e o saci da minha vó

Esse saci é mais parecido com o meu saci de hoje. Catei num álbum de UOL Educação. Crédito para eVision.

Hoje é dia do Saci (!) - é as efemérides acabam me empurrando a escrever... Tirando a discussão de "quem ganha essa parada: Haloween ou Saci?" - como fez o meu amigo Editor do UOL Tablóide - eu me lembrei do saci de que minha avó falava. Na verdade, ela não chamava de saci, mas de demônio, de coisa ruim.

Curiosidade: você sabe por que as pessoas se fantasiam nos EUA no dia de Haloween?

Para que o "coisarruim" não aparecesse, a gente tinha de tomar algumas precauções. Minha vó já avisava logo: quando acabar de varrer a casa, a pessoa tem de juntar os lixos e jogar na lata. "Se deixar tudo junto amontoado, com a bassoura ali, o coisarruim aparece e suja toda a casa", ela advertia. E a vó Bina era fogo - quando cismava com algo, ninguém tinha coragem de contrariá-la porque era tanto falatório...

E ela contava também que, na fazenda em que ela morava, o coisarruim assustava os cavalos, deixava as galinhas meio zoadas e elas paravam de botar. Enfim, era o saci.

Monteiro Lobato, de próprio punho, fez esse desenho com nanquim. Posso dizer? Esse saci parece mais com o da minha avó. Para ser justa: achei esse e outras ilustras do MLobato num site bem bacana do globo.com.

Demorei muito tempo para perceber que o coisarruim -de quem eu tinha um medo danado - era o saci - de quem eu não gostava muito, mas sabia que era possível dar um dedo de prosa com ele como faziam Pedrinho e Narizinho.

O saci do Monteiro Lobato entrou na minha vida pelas telas da TV em tempos que eu nem sabia ler. Depois li algo aqui e ali, geralmente leitura obrigatória da escola. Um tremendo vacilo, né?

Fui reencontrar esse autor há quase uma década, quando a Ana Carolina nasceu. Adivinha qual foi o primeiro texto de Monteiro Lobato que a gente leu? Um trecho de "O Saci", que conta como se pega um caramunhãzinho desses. Ana adorava o livro, mas o João gosta ainda mais. Volta e meia, em dia de ventania, ele pergunta: "mãe, a gente precisa de uma peneira de cruzeta, né?"

Pensei até em levar os dois, agora em novembro, para São Luís do Paraitinga. Lá, eles promovem o mês do Saci... A cidade, que é minúscula e fica entre Taubaté e Ubatuba, é fofa demais. Lá está localizada a sede da Sociedade dos Observadores de Saci (SOSACI), que defende o Dia do Saci em vez do Haloween (Ralouim, para eles...) no dia 31 de outubro.

Ah! Existe até uma associação de criadores de sacis... Clicaqui para vocês verem...



Escrito por literaturainfantil às 13h37
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Dia Nacional do Livro - duas listas infantis de livros de literatura

E eis que a efeméride toma conta da pauta. Hoje é Dia Nacional do Livro (!). O dia internacional a gente já comemorou em abril, no dia 23, data das mortes de Shakespeare e Cervantes.

A comemoração nacional deve ser levada a sério também - afinal, a data foi instituída por conta da transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Rio de Janeiro, que depois veio a ser denominada Biblioteca Nacional. O fato histórico se deu no dia 29 de outubro de 1810.

Mas o que importa mesmo - no Dia Nacional do Livro ou nos outros dias também - são eles, os próprios livros, né?

Fiz uma pesquisa na minha casa para elencar os melhores livros infantis que já lemos e surgiram três listas. Elas revelam o perfil leitor dos meninos, meus filhos. Engraçado não? Quando se começa a ler cedo, como é o caso deles, esse perfil logo aparece.

Ana Carolina, 10, leitora voraz, adora narrativas de enigma. Por isso, encabeçam sua lista O Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey e O Gênio do Crime, do João Carlos Marinho. Ela considera seus "best friends": Coraline e Os Lobos dentro das Paredes, ambos do Neil Gaiman. E ainda: A Menina que Batizou um Planeta (acho que ela também quer dar nome a um), Saga Animal (A Índigo realmente arrebenta), Nove Novos Contos de Fadas e de PrincesasMania de Explicação (esse livro de "definições" da Adriana Falcão é sensacional).

O menino mais novo, João Gabriel, 5, leitor em processo, não quis ficar atrás e também apontou suas preferências. Como ele está começando a ler, o jeitão das suas escolhas é mais eclético. E ele inclui livros de ver e de brincar (se o assunto te interessar, dá uma espiada nessas sugestões). Vamos às suas recomendações: ABZ do Ziraldo (são 26 histórias cujos protagonistas são as letras do alfabeto, crianças pequenas e  criancas grandes podem se deliciar), A Escolinha do Mar (uma das encantadoras histórias da Ruth Rocha), Ou Isto ou AQuilo (ele está aprendendo rima com a Cecília Meireles), A Semente da Verdade (um conto budista), Monstros S.A (Sim, o livro em vez do filme), Pé de Pilão (história em rimas do Mário Quintana e, nesta edição com lindas ilustrações do Cárcamo), Por Dentro do Tiranossauro Rex (lembram da história do livro-brinquedo?), Curiosidades em 3 D. Ah, quase deixo um título de fora: As Trigêmeas e Ali Babá e os 40 Ladrões. Ops, faltou mais um: Galope! com animações intrigantes.

Ufa! Ainda falta a minha lista de preferidos na literatura infantil - mas vai ficar para mais tarde...



Escrito por literaturainfantil às 09h36
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Nada mais justo2

Fiquei pensando em qual seria o primeiro livro que eu comentaria. São tantas as minhas paixões, tantos autores... Ziraldo, Dr. Seuss, Ruth Rocha...

Resolvi simplificar. Decidi comentar o primeiro livro de que me lembro capaz de ler sozinha. Eu devia ter entre seis e sete anos. "Arco-íris, cavalo de ninguém", de Lucília Junqueira de Almeida Prado.

Não tenho mais o livro. Mas me lembro do menino para quem o velho cavalo todo machucado ganhava asas. Juntos, eles passeavam pelas estrelas. Na manhã seguinte, ao ver o velho alazão ainda cheio de feridas, o menino sussurra algo como: "pode deixar, ninguém saberá do nosso segredo".

Para mim, ficou marcado o pacto entre o menino e sua imaginação. Esse pacto que fazemos cada vez que nos entregamos à ficção. A partir daquele dia, os livros se tornaram meus aliados, meus amigos, meus conselheiros. Li menos que devia. Escolhi títulos ruins. Poucos clássicos compõem minha "bibliografia".

Ao pensar em comentar esse livro, fiquei matutando um tanto sobre a nossa formação como leitores. Dizem que é preciso ter um ambiente estimulante. Dizem que, se os pais são leitores, os peixinhos provavelmente o serão. Nenhuma das alternativas se aplica ao meu caso. Por isso sou tão inconstante nas minhas leituras?

PS: Lucília, o nome da autora do meu primeiro livro, é também o nome da figura mais importante da minha vida escolar. Thanks, tia Lu.



Escrito por literaturainfantil às 20h06
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Nada mais justo

Adoro literatura infantil - aliás, adoro de um tudo que envolva a petit cultura: brinquedos, jogos, músicas. Ontem ganhei de uma amiga minha um pacote de jujubas que acendem no escuro. Sensacional! Talvez essa paixão se explique por uma busca a que me entrego todos os dias. Quero a alegria, a felicidade, o riso.

Reencontro nas infâncias que não tive essa alegria genuína, autêntica.

Os livros infantis simplesmente me encantam. Tão simples e, muitas vezes, tão profundos. Acabo usando esse fascínio para comprar muito do que encontro pela frente.

Decidi, então comentar alguns deles e dividir opiniões sobre títulos que servem aos pequenos e - por que não? - aos mais idosos que sorriem por dentro cada vez que vêem bolhas de sabão pelo ar, um cachorro babando num dia ensolarado, se lambuzam de sorvete de chocolate.



Escrito por literaturainfantil às 19h54
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